top of page

LINHA PRIMEIRA

SEGUNDA LINHA

LINHA PRIMEIRA

SEGUNDA LINHA

BRICS desafia hegemonia global e exige reforma urgente da ONU

Durante a 17ª Cúpula do BRICS, realizada neste domingo (6) no Rio de Janeiro, os líderes das 11 nações-membro lançaram um forte apelo por um novo arranjo no sistema de governança internacional. Sob a presidência rotativa do Brasil, o grupo divulgou uma declaração conjunta que reafirma o compromisso com o multilateralismo e exige uma reforma estrutural da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente de seu Conselho de Segurança.

“Defendemos um sistema internacional mais justo, eficaz, representativo e democrático”, afirma o texto, que critica diretamente a concentração de poder nas mãos de poucas nações e propõe maior protagonismo aos países do Sul Global.

17ª Cúpula do BRICS
17ª Cúpula do BRICS

A declaração também oficializou a entrada da Indonésia como membro pleno do bloco, e reconheceu como “países parceiros” outras nações em desenvolvimento com forte interesse em integrar o grupo, como Cuba, Bolívia, Nigéria, Malásia e Uzbequistão, entre outros.

O BRICS aproveitou a ocasião para lançar iniciativas concretas voltadas a problemas globais contemporâneos:

  • Finanças climáticas, por meio de uma declaração-marco;

  • Governança da Inteligência Artificial, que aponta riscos de concentração tecnológica;

  • E a Parceria do BRICS para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, que visa combater desigualdades em saúde.


Essas ações demonstram, segundo os signatários, a disposição do bloco em assumir responsabilidades globais com soluções sustentáveis, inclusivas e centradas na equidade.

A cúpula segue nesta segunda-feira (7) com sessões voltadas ao meio ambiente, à COP 30 e à saúde global. Na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a diversidade do grupo como ativo estratégico para mediar conflitos e promover a paz mundial.

“O BRICS não é apenas um agrupamento econômico. É uma força política que pode romper com a lógica excludente das potências tradicionais”, afirmou Lula.

BRICS em números (2024):

  • 48% da população mundial

  • 40% do PIB global

  • US$ 210 bilhões em comércio com o Brasil

  • US$ 51 bilhões em investimentos no país

  • US$ 10,4 bilhões de superávit comercial com o bloco no 1º semestre de 2025

O BRICS, que agora inclui países como Arábia Saudita, Irã, Etiópia e Egito, se consolida como o principal polo de articulação política e econômica dos países emergentes. Com 11 membros e dezenas de nações observadoras ou parceiras, o bloco avança como alternativa concreta à hegemonia ocidental.

Com o lema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”, o Brasil, em sua quarta presidência do BRICS, pretende consolidar reformas na arquitetura global que deem voz efetiva aos países historicamente marginalizados nos grandes fóruns internacionais.

 
 

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

JORNAL CLANDESTINO

Se você está lendo

ainda há esperança

bottom of page