Carro que levava arma de Bolsonaro não foi revistado porque não entrou na casa do político, afirma policial
- www.jornalclandestino.org

- 17 de jun.
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O ministro Alexandre de Moraes determinou prazo de 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro e a Polícia Militar do Distrito Federal expliquem a apreensão de uma arma de fogo durante abordagem em Brasília. A pistola Glock 9mm foi encontrada em veículo conduzido por militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional. O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em razão do cumprimento de prisão domiciliar do ex-mandatário.

A Polícia Militar do Distrito Federal informou em documento ao STF que a equipe responsável pela vigilância da prisão domiciliar não realizou revista no veículo onde a arma foi localizada na segunda-feira, 15 de junho de 2026, na DF-001, km 79, em frente ao Tag Park, em Taguatinga. O armamento foi identificado como uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Jair Bolsonaro após consulta ao sistema do Exército.
O veículo era conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército Brasileiro cedido ao Gabinete de Segurança Institucional para atuação na segurança do ex-mandatário. O militar foi levado à 21ª Delegacia de Polícia e liberado após depoimento, no qual declarou que a arma estava em transporte para reparo e seria devolvida ao proprietário.
O registro do caso aponta ausência do Certificado de Registro de Arma de Fogo no momento da abordagem. A investigação trata o fato como porte irregular de arma de fogo, com análise da procedência e da regularidade do armamento sob responsabilidade dos órgãos competentes.
A Polícia Militar informou ao STF que os veículos vinculados ao Gabinete de Segurança Institucional não entram em áreas internas da residência de Bolsonaro, permanecendo em via pública durante a execução do serviço, sem revista. A corporação também declarou que celulares utilizados pelos agentes ficam retidos em depósito e não ingressam no local da prisão domiciliar.
O despacho de Alexandre de Moraes estabelece que a defesa de Jair Bolsonaro deve explicar a manutenção da arma em casa durante a prisão domiciliar e a solicitação de reparo no armamento. O documento também solicita esclarecimentos à Polícia Militar do Distrito Federal sobre as circunstâncias da apreensão.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março de 2026, ele permanece em prisão domiciliar humanitária por determinação do STF, com prazo inicial de 90 dias para recuperação de quadro de broncopneumonia.
O texto do despacho não apresenta vedação expressa à posse de arma no domicílio durante o regime imposto. A defesa jurídica sustenta que a posse de arma legalizada pode ocorrer em residência, desde que atendidos requisitos legais, enquanto o caso segue sob análise judicial e policial.

































