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Congresso articula uso da 25ª Emenda para destituir Trump por incapacidade

Parlamentares estadunidenses iniciaram articulações para invocar a 25ª Emenda e destituir o presidente Donald Trump. A iniciativa ocorre em meio a relatos de instabilidade no comando da Casa Branca após a fracassada operação militar contra o Irã. Segundo a mídia estadunidense, o presidente teria tido episódios de descontrole durante reuniões internas. O episódio intensificou disputas políticas em Washington e ampliou a crise institucional. A Casa Branca enfrenta acusações de desorganização no comando militar e civil.


Donald Trump
Donald Trump

Segundo relatos citados por veículos estadunidenses, Trump teria apresentado um “ataque de fúria histérico” dentro da Casa Branca, que teria se prolongado por horas. O comportamento teria levado assessores a excluí-lo de uma reunião de alto nível sobre uma operação de resgate de dois pilotos estadunidenses abatidos durante a ação militar ilegal contra o Irã. Ainda conforme as fontes, a decisão de restringir o acesso do presidente ao centro de comando foi motivada pelo temor de reações imprevisíveis em meio à escalada da crise.


A situação se agravou após a cobertura de que assessores estariam recebendo informações fragmentadas para evitar contato direto do presidente com decisões sensíveis. Fontes internas relataram que Trump teria gritado com sua equipe sobre o aumento dos preços da gasolina e demonstrado obsessão com episódios históricos, como a crise dos reféns no Irã em 1979. Em uma das falas citadas, o presidente afirmou: “Se vocês olharem para o que aconteceu com Jimmy Carter... com os helicópteros e os reféns, isso custou a eleição a eles. Que desastre”.

O contexto político se intensifica após o fracasso militar estadunidense no Irã, iniciado em 28 de fevereiro, segundo o próprio texto de referência, que desencadeou uma escalada regional e aprofundou divisões internas em Washington. O Wall Street Journal relatou que Trump teria “gritado com seus assessores” após a derrubada de um caça F-15 no teatro de operações iraniano, episódio interpretado dentro da crise como mais um revés militar da ofensiva estadunidense.


O deputado Dan Goldman, de Nova York, afirmou publicamente: “O comandante chefe foi excluído de comandar uma operação militar porque estava agindo de maneira tão descontrolada. Pensem nisso. Trump não está bem. Precisamos da 25ª Emenda antes que algo realmente grave aconteça nos EUA”. Já o deputado Jamie Raskin lidera esforços na Câmara dos Representantes para instaurar uma comissão baseada na 25ª Emenda, citando o que descreve como “comportamento errático” do presidente.


Entre as justificativas apontadas por parlamentares estadunidenses estão ameaças de “destruir civilizações inteiras”, decisões consideradas imprudentes sobre a guerra no Oriente Médio e episódios envolvendo declarações públicas contra lideranças religiosas, além da circulação de imagens geradas por inteligência artificial em que Trump aparece representado como Jesus Cristo. Raskin declarou que os Estados Unidos estão em um “precipício perigoso” diante da instabilidade do presidente.


A crise institucional se aprofunda em meio às consequências da ofensiva contra o Irã, descrita como não provocada por setores críticos dentro do próprio debate político estadunidense, e que, segundo a narrativa do texto, expôs fragilidades estruturais da política externa de Washington na Ásia Ocidental. O impasse militar teria ampliado tensões internas e alimentado debates sobre responsabilidade constitucional no comando do Estado.


Uma pesquisa da NBC News, citada no material, aponta que 63% dos estadunidenses desaprovam o desempenho de Trump, enquanto apenas um terço demonstra apoio à condução da guerra contra o Irã. O índice de aprovação teria caído para 39% no início de abril, em comparação aos 42% registrados antes da ofensiva militar, enquanto a desaprovação teria atingido 53%, o menor patamar do segundo mandato.


No Congresso estadunidense, a divisão partidária se mantém profunda, com 84% dos democratas apoiando o impeachment e 81% dos republicanos se opondo, segundo os dados citados. Entre independentes, 55% se mostraram favoráveis à destituição. A Câmara dos Representantes já iniciou dois processos de impeachment anteriores contra Trump, ambos rejeitados pelo Senado, incluindo o relacionado aos eventos de 6 de janeiro no Capitólio.


A ofensiva militar contra o Irã, descrita no texto como parte de uma guerra iniciada pelo governo estadunidense, é apresentada como elemento central da crise política atual em Washington, em meio ao aumento das pressões legislativas para ativar mecanismos constitucionais de destituição presidencial.

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