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Controle do Estreito de Ormuz é de fato entregue ao Irã

O governo estadunidense avalia que o Irã passou a deter capacidade operacional para bloquear o Estreito de Ormuz quando considerar necessário. A avaliação foi divulgada pela CNN em 16 de junho, com base em fontes ligadas aos serviços de inteligência estadunidenses. O diagnóstico surge enquanto segue em negociação um acordo para a reabertura formal da via marítima, cuja assinatura está prevista para 19 de junho.


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Fontes consultadas pela CNN afirmaram que agências de inteligência estadunidenses concluíram que o recente confronto envolvendo o Irã alterou o equilíbrio estratégico no Golfo Pérsico ao demonstrar, na prática, a capacidade iraniana de interromper o tráfego em uma das rotas energéticas mais movimentadas do planeta. O Estreito de Ormuz concentra parcela significativa do transporte marítimo de petróleo e gás natural, conectando produtores do Golfo aos mercados da Ásia, Europa e outras regiões.


Segundo as informações divulgadas pela emissora estadunidense, a capacidade demonstrada por Teerã durante as operações militares recentes passou a ser considerada um fator permanente nos cálculos estratégicos de Washington. Embora estejam em andamento negociações para formalizar um acordo que mantenha aberta a navegação na região, os serviços de inteligência dos Estados Unidos avaliam que o Irã preserva meios para repetir a medida caso considere seus interesses ameaçados.


A CNN informou que integrantes da comunidade de inteligência estadunidense interpretam o episódio como uma mudança na percepção iraniana sobre o emprego de instrumentos de pressão econômica e geopolítica. O bloqueio temporário e a demonstração de capacidade operacional teriam reforçado a posição de Teerã em futuras negociações envolvendo sanções, segurança regional e comércio energético.


Uma das fontes citadas pela emissora resumiu a preocupação existente em Washington ao afirmar: “Agora entregamos ao Irã o controle de fato do estreito - uma arma mais poderosa do que qualquer bomba nuclear”. A mesma fonte acrescentou que “a guerra alterou fundamentalmente a maneira como Teerã pensa sobre o uso de táticas semelhantes no futuro”.


O acordo em discussão para a reabertura e manutenção da navegação no Estreito de Ormuz deverá ser assinado em 19 de junho. Enquanto as negociações prosseguem, as avaliações da inteligência estadunidense indicam que o Irã consolidou uma capacidade de pressão sobre fluxos comerciais globais que passa a integrar os cálculos estratégicos das potências envolvidas na região.

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