"Flávio Bolsonaro ‘perdeu a chance’ de vencer Lula" afirma Caiado
- www.jornalclandestino.org

- 18 de jun.
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O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro perdeu capacidade de disputar a vitória contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. A declaração foi feita em entrevista ao NeoFeed publicada em 18 de junho, na qual o ex-governador de Goiás defendeu sua própria viabilidade eleitoral dentro do campo da direita. Caiado sustentou sua avaliação com base em pesquisas eleitorais que apontam ampliação da vantagem de Lula sobre o senador do PL.

Durante a entrevista, Caiado foi questionado sobre a disputa pela liderança da direita e sobre sua estratégia para diferenciar sua candidatura da de Flávio Bolsonaro, que aparece à frente de outros nomes do campo conservador em levantamentos eleitorais.
O pré-candidato do PSD afirmou que a definição de um candidato competitivo para a direita deve considerar a capacidade de derrotar Lula em uma disputa de segundo turno. Segundo ele, os dados divulgados por institutos de pesquisa indicam que o senador do PL vem registrando desempenho inferior ao do presidente à medida que os cenários eleitorais são atualizados.
“Eu estou aqui interpretando o que as pesquisas estão mostrando. Ou seja, se o Caiado for para o segundo turno, se eu for para o segundo turno, sou a pessoa que todas as pesquisas mais me aproximo do Lula e em uma delas eu empatei com o Lula no segundo turno”, declarou.
Na sequência, Caiado argumentou que a evolução dos levantamentos eleitorais aponta para um aumento da diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro.
“Então eu diria a você que essa sucessão de pesquisas deixou bem claro que o Flávio perdeu a chance de poder ganhar essa eleição. Ele, no segundo turno, vai se distanciando do Lula e o Lula vai cada vez aumentando essa distância”, afirmou.
O ex-governador também declarou que a presença de um candidato no segundo turno não seria suficiente para garantir competitividade eleitoral caso os números indiquem crescimento da vantagem do adversário.
“Eu acho que o cidadão, analisando e vendo, [percebe] que não adianta você posicionar um candidato no segundo turno, sendo que no segundo turno cada vez mais o Lula vem se distanciando do Flávio Bolsonaro”, disse.
Ao defender sua própria candidatura, Caiado afirmou que seu perfil político apresenta condições distintas para enfrentar o presidente em uma disputa decisiva.
“Se o objetivo é ganhar a eleição do PT, eu vejo que a minha candidatura tem neste momento um perfil muito mais adequado para poder ir com enfrentamento com o Lula no segundo turno”, declarou.
As declarações ocorreram em meio às movimentações para a sucessão presidencial de 2026 e à disputa interna pela liderança dos setores alinhados à direita institucional brasileira. O debate ocorre em um cenário no qual diferentes partidos buscam consolidar candidaturas próprias antes da definição formal das chapas.
Dados divulgados pela pesquisa Quaest indicam vantagem de Lula em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento citado na entrevista, o presidente aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o senador registra 38%.
No cenário de primeiro turno apresentado pela mesma pesquisa, Lula aparece com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 29%, enquanto Ronaldo Caiado soma 3%.
A pesquisa também apontou redução do apoio a Flávio Bolsonaro entre eleitores evangélicos, mulheres, jovens e moradores da região Sudeste. De acordo com o levantamento, essas mudanças contribuíram para a ampliação da vantagem de Lula nos cenários de segundo turno.
Durante a entrevista, Caiado também criticou a dinâmica política estabelecida entre PT e PL, partidos que polarizam as disputas nacionais desde os últimos ciclos eleitorais.
“O PT e o PL conseguiram montar uma situação política onde um se alimenta do outro”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, a polarização produz uma lógica de disputa permanente entre os dois grupos políticos.
“Isto cria como se fosse um campeonato, um jogo de revanche”, declarou.
Caiado também argumentou que a disputa presidencial deveria concentrar-se na capacidade administrativa dos candidatos e na experiência de governo apresentada por cada concorrente.
“Uma eleição é um jogo que tem que mostrar quem tem as melhores condições, quem tem qualificações para poder assumir a Presidência da República. Eu não vou aprender a governar na Presidência da República”, disse.

































