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Governo Lula bloqueia R$ 360 milhões do crime organizado com novo programa

O governo federal informou que 11 operações integradas foram realizadas nos primeiros 18 dias do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. As ações resultaram em 473 prisões, bloqueio de patrimônio ligado a organizações criminosas e apreensão de drogas, celulares e armamentos em diferentes estados. Os dados foram apresentados pela ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto em 2 de junho.


forca integrada de combate ao crime organizado, Ficco | ARQUIVO
forca integrada de combate ao crime organizado, Ficco | ARQUIVO

Segundo o balanço divulgado pela Casa Civil, mais de 9 mil profissionais participaram das operações executadas desde o lançamento do programa em maio. As ações concentraram-se em quatro áreas definidas pelo governo federal: asfixia financeira das organizações criminosas, segurança no sistema prisional, combate ao tráfico de armas e qualificação das investigações de homicídios.


De acordo com os números apresentados, as operações produziram um prejuízo estimado em R$ 361 milhões para grupos criminosos. O levantamento também registrou a apreensão de quase 700 celulares introduzidos de forma ilegal em estabelecimentos prisionais.


A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, divulgou dados complementares sobre as atividades conduzidas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nos estados de Minas Gerais, Sergipe, São Paulo, Espírito Santo e Piauí.


Segundo a Senappen, foram cumpridas 122 medidas judiciais entre mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão. As operações também resultaram em três prisões em flagrante, apreensão superior a 1,7 tonelada de drogas e bloqueio patrimonial de R$ 120 milhões.


As Ficco foram estruturadas a partir do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e atuam em investigações interestaduais envolvendo redes de tráfico, lavagem de dinheiro e atividades ligadas a facções criminosas. O foco das operações é atingir estruturas financeiras utilizadas por essas organizações.


Durante o lançamento do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou: “É pra gente dizer ao crime organizado que eles, em pouco tempo, não serão mais donos de nenhum território. O território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada estado”.


A maior medida patrimonial anunciada até o momento ocorreu durante a Operação Fake Rice, deflagrada em 27 de maio. A ação conduzida pela Ficco de Minas Gerais resultou no bloqueio de R$ 120 milhões vinculados a uma estrutura investigada por tráfico internacional de drogas.


Na operação foram cumpridos 37 mandados de prisão temporária e 39 mandados de busca e apreensão em cinco estados. Mais de 160 agentes participaram das diligências. As investigações apontaram a existência de uma rede responsável pela importação, transporte, armazenamento e distribuição de entorpecentes, com destaque para carregamentos de maconha oriundos do Paraguai e da Colômbia.


Em Sergipe, a Operação Indumentum II foi executada em 26 de maio contra um grupo investigado por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão.


Durante a operação, equipes localizaram um imóvel em Aracaju utilizado para armazenamento de pasta base de cocaína, cocaína refinada e maconha. Um homem foi preso em flagrante portando cinco quilos de drogas e uma balança de precisão.


No Ceará, em 22 de maio, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado executaram medidas relacionadas à investigação de um esquema voltado à entrada de celulares e drogas em unidades prisionais.


Segundo as autoridades, a investigação busca identificar responsáveis pela coordenação logística, operadores financeiros e integrantes envolvidos nas atividades criminosas. O inquérito também apura crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração em organização criminosa e facilitação da entrada de aparelhos celulares em estabelecimentos penais.


Em São Paulo, uma operação integrada voltada ao combate ao narcotráfico e ao contrabando resultou na apreensão de mais de 1,7 tonelada de entorpecentes. Um suspeito foi preso em flagrante por tráfico de drogas.


No Espírito Santo, em 28 de maio, equipes da Ficco prenderam em flagrante uma liderança investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e um homem que atuava em sua segurança armada na cidade de Vitória.


A ação ocorreu após compartilhamento de informações entre setores de inteligência policial. Durante a operação foram apreendidas drogas, aparelhos celulares e materiais utilizados para armazenamento e comercialização de entorpecentes. Os investigados responderão por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.


No Piauí, a Operação Boca de Lobo foi deflagrada em 29 de maio com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.


A operação cumpriu 21 medidas judiciais, sendo 12 mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão. As investigações também levaram à prisão em flagrante de suspeitos apontados como participantes de crimes violentos praticados no município de Luís Correia.

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