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Hamas aceita proposta de trégua dos EUA e aguarda resposta de regime sionista

O Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) anunciou ter aceitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo enviado regional dos Estados Unidos, Steve Witkoff, que inclui a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza. A declaração foi feita na última terça-feira por Basem Naim, integrante do bureau político do grupo.


“Concordamos com a proposta apresentada por Steve Witkoff para alcançar um cessar-fogo e a retirada das forças hostis do território”, afirmou Naim. No entanto, o representante do Hamas se absteve de revelar detalhes do acordo, destacando que o movimento aguarda a resposta de Israel, a quem classificou como “regime de ocupação”.



Abu Ubaydah, o nome de guerra de um militante palestino que é o porta-voz das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço militar da organização político-militar Hamas.
Abu Ubaydah, o nome de guerra de um militante palestino que é o porta-voz das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço militar da organização político-militar Hamas.


No início de maio, Naim revelou que Witkoff havia assegurado pessoalmente ao Hamas que Washington pressionaria Tel Aviv para pôr fim ao cerco à Faixa de Gaza e permitir acesso humanitário imediato ao enclave. Segundo ele, os EUA se comprometeram a iniciar a implementação da proposta dois dias após a libertação do soldado americano-israelense Edan Alexander, ocorrida em 12 de maio.


O pacto, segundo Naim, incluía ainda o compromisso do então presidente Donald Trump de fazer um apelo público por um cessar-fogo imediato e por negociações para uma trégua duradoura. Nada disso aconteceu. “Witkoff não cumpriu sua palavra”, denunciou Naim, que acusa os Estados Unidos de abandonarem o pacto após a libertação do militar.


Fontes da Resistência Palestina informaram que a proposta americana previa um cessar-fogo de 60 dias e a libertação de 10 prisioneiros israelenses vivos, divididos em duas trocas. O Hamas, por sua vez, sugeriu uma trégua de 90 dias com a entrega de 10 cativos — cinco vivos e cinco mortos. Os Estados Unidos, entretanto, teriam sinalizado positivamente a um meio-termo: uma trégua de 70 dias.


Enquanto diplomacias falham e promessas evaporam, o genocídio em Gaza avança. Desde outubro de 2023, mais de 54 mil palestinos foram mortos pelas forças israelenses, com outras 123 mil pessoas feridas. A maioria das vítimas são mulheres e crianças. Enquanto isso, as famílias dos detidos denunciam o "terrorismo psicológico" imposto pelo governo de Benjamin Netanyahu.


O Hamas, diante da paralisia internacional, reforça seu apelo à comunidade global para que tome medidas concretas para encerrar a ofensiva em Gaza. Enquanto o mundo debate, Gaza sangra.

JORNAL CLANDESTINO

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