Israel Katz pede perdão para soldado condenado por matar palestino
- www.jornalclandestino.org

- 15 de jul.
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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, solicitou ao presidente de Israel, Isaac Herzog, o perdão para Elor Azaria, ex-soldado israelense condenado pela morte de Abdel Fattah al-Sharif em Hebron. O caso ocorreu em 24 de março de 2016, quando Azaria atirou contra al-Sharif, que estava ferido e imobilizado no chão após ser baleado por tropas israelenses. O pedido busca anular oficialmente os antecedentes criminais do ex-militar condenado por homicídio culposo.

A solicitação de Katz foi encaminhada a Herzog por meio de uma carta na qual o ministro defende a concessão do perdão e a retirada do registro criminal de Azaria. A medida, divulgada pela imprensa israelense, ocorre anos após o caso que provocou debates dentro de Israel sobre as regras de atuação dos militares em operações nos territórios palestinos ocupados.
Segundo o processo judicial, Abdel Fattah al-Sharif foi baleado por soldados israelenses sob a acusação de uma tentativa de esfaqueamento. Onze minutos depois de ter sido atingido e enquanto permanecia ferido no solo em Hebron, Azaria realizou um disparo que provocou sua morte.
O ex-soldado foi condenado aproximadamente um ano depois do episódio por homicídio culposo e recebeu pena de 18 meses de prisão. A decisão judicial estabeleceu que o disparo ocorreu quando al-Sharif já não representava ameaça e estava incapacitado.
Azaria deixou a prisão após cumprir 14 meses da pena, em uma decisão tomada por Gadi Eisenkot, então chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses.
O pedido apresentado por Israel Katz solicita que o presidente Isaac Herzog conceda o perdão e determine a anulação dos registros criminais de Azaria, medida que eliminaria oficialmente as consequências jurídicas da condenação.
O caso de Elor Azaria tornou-se um dos episódios envolvendo militares israelenses mais discutidos dentro e fora de Israel, após imagens do momento em que o disparo foi realizado circularem publicamente e mostrarem o soldado atirando contra al-Sharif enquanto ele permanecia no chão em Hebron.

































