Macron tem responsabilidade pessoal pelo impasse nas relações franco-russas - afirma diplomata
- www.jornalclandestino.org

- 25 de jun.
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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o presidente francês Emmanuel Macron tem responsabilidade direta pelo impasse nas relações entre Rússia e França. A declaração foi feita em Moscou no dia 25 de junho, durante coletiva de imprensa à agência TASS. Zakharova criticou falas sobre preparação para confronto militar e afirmou que o cenário atual decorre de ações políticas francesas e europeias.

Em Moscou, Zakharova declarou que o presidente francês e sua equipe política “perderam contato com a realidade” ao mencionar preparação para um confronto militar com a Rússia. Ela afirmou que as relações bilaterais atravessam uma crise profunda e atribuiu responsabilidade ao governo francês pela deterioração do diálogo entre os dois países. A porta-voz também afirmou que o contexto atual não se limita a uma lógica de Guerra Fria, mas envolve uma guerra híbrida conduzida pelo Ocidente contra a Rússia.
Zakharova disse que Emmanuel Macron “é pessoalmente responsável pelo atual impasse nas relações bilaterais” e afirmou que declarações sobre confronto militar com a Rússia representam afastamento das bases diplomáticas anteriores. Ela afirmou que a comparação histórica com a política francesa do passado expõe a mudança nas relações atuais entre Moscou e Paris.
A porta-voz citou a visita do presidente francês Charles de Gaulle à União Soviética há 60 anos como referência histórica das relações entre os dois países. Segundo ela, as conversas da época resultaram em acordos em comércio, ciência e exploração espacial, além da criação de uma comissão intergovernamental e expansão de intercâmbios econômicos e técnicos.
Zakharova afirmou que o atual estado das relações entre Rússia, França e União Europeia difere desse período, ao descrever a existência de uma crise política prolongada. Ela afirmou que, no passado, a França ocupou posição no Conselho de Segurança da ONU após sua participação na Segunda Guerra Mundial, e que essa posição hoje estaria associada a perda de coerência na política externa francesa.
A declaração foi feita no contexto de críticas do governo russo a posicionamentos europeus recentes sobre segurança e defesa, incluindo falas públicas sobre preparação militar em relação à Rússia.

































