top of page

LINHA PRIMEIRA

SEGUNDA LINHA

LINHA PRIMEIRA

SEGUNDA LINHA

Moraes confirma julgamento de Eduardo Bolsonaro por acusação de coação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e confirmou para esta terça-feira (16) o julgamento da ação penal contra Eduardo Bolsonaro na Primeira Turma da Corte. O ex-deputado federal responde à acusação de coação no curso do processo por suposta tentativa de interferir na apuração da tentativa de golpe de Estado que levou à condenação de Jair Bolsonaro. A acusação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que sustenta a existência de articulações junto ao governo do presidente estadunidense Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras.


EDUARDO BOLSONARO I ARQUIVO
EDUARDO BOLSONARO I ARQUIVO

Eduardo Bolsonaro é acusado do crime de coação no curso do processo, cuja pena prevista varia de um a quatro anos de prisão, podendo ser ampliada conforme as circunstâncias apuradas pela Justiça. A ação penal tramita sob relatoria de Alexandre de Moraes na Primeira Turma do STF.


A DPU, responsável pela defesa do ex-deputado após a ausência de advogado constituído, solicitou o adiamento do julgamento. O órgão argumentou que a composição da Primeira Turma encontra-se incompleta e defendeu, como alternativa, a convocação de um ministro da Segunda Turma para completar o colegiado responsável pelo julgamento.


A vaga permanece aberta desde a rejeição, pelo Senado Federal, da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Atualmente, a Primeira Turma é composta pelos ministros Flávio Dino, que preside o colegiado, Alexandre de Moraes, relator da ação, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.


Na decisão, Moraes afirmou que a realização do julgamento com a composição atual não viola os princípios constitucionais do juiz natural nem da colegialidade. O ministro sustentou que o procedimento está em conformidade com a Constituição Federal e com o regimento interno do STF, que estabelece a competência da turma responsável pelos processos sob relatoria de seus integrantes.


Segundo a denúncia apresentada pela PGR, Eduardo Bolsonaro teria atuado de forma continuada para obstruir o andamento das investigações e do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. A acusação afirma que o ex-deputado buscou apoio junto ao governo estadunidense para a adoção de sanções e tarifas contra o Brasil e contra integrantes do Poder Judiciário brasileiro, como forma de pressão política em resposta ao julgamento dos envolvidos.


A Procuradoria sustenta que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo alinhado à família Bolsonaro e também réu na mesma ação penal, desenvolveram uma estratégia voltada à intimidação de ministros do STF. De acordo com a acusação, ambos utilizaram contatos em setores do alto escalão do governo estadunidense para estimular medidas de retaliação contra magistrados brasileiros e contra o próprio Estado brasileiro.


A denúncia aponta que essas iniciativas teriam como objetivo interferir no funcionamento das instituições judiciais brasileiras e influenciar decisões relacionadas ao processo sobre a tentativa de golpe de Estado.


No mês passado, Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado pelo STF. Residente nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e sem retorno ao Brasil desde então, ele deveria prestar depoimento por videoconferência, mas não participou da audiência agendada pela Corte.

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

JORNAL CLANDESTINO

Se você está lendo

ainda há esperança

bottom of page