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Mundo celebra bicicleta como meio de transporte sustentável e universal

Cerca de 1 bilhão de bicicletas estão em circulação no planeta e garantem deslocamento diário para milhões de pessoas. No Dia Mundial da Bicicleta, celebrado em 3 de junho, a Organização das Nações Unidas destacou o papel desse meio de transporte no acesso ao trabalho, à educação e à saúde. A data também recoloca em debate os modelos de mobilidade urbana construídos em torno do automóvel e do consumo intensivo de combustíveis fósseis.


©Dror Artzi
©Dror Artzi

A comunidade internacional celebrou em 3 de junho de 2026 o Dia Mundial da Bicicleta, data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2018 para reconhecer a utilização da bicicleta como instrumento de mobilidade, acesso a serviços e integração social. Segundo a ONU, aproximadamente 1 bilhão de bicicletas são utilizadas atualmente em todo o mundo, tornando esse veículo um dos meios de transporte mais presentes na vida cotidiana da população global.


A organização destacou que a bicicleta constitui uma alternativa de deslocamento baseada em baixo consumo de recursos e que sua incorporação aos sistemas de transporte está associada às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A ONU afirma que a ampliação da infraestrutura voltada ao ciclismo contribui para reduzir desigualdades de acesso ao transporte e ampliar a conexão entre populações e serviços públicos.


Na Europa, a bicicleta ocupa posição central na mobilidade urbana. Países como Holanda e Dinamarca apresentam índices equivalentes ou superiores a uma bicicleta por habitante. Esse cenário contrasta com modelos de urbanização desenvolvidos em outras regiões do mundo durante o século XX, marcados pela expansão da indústria automobilística e pela reorganização das cidades em função do transporte motorizado individual.

Em países do Sul Global, a bicicleta desempenha função associada à sobrevivência econômica e ao acesso a serviços básicos. Em diversas comunidades rurais e periféricas, o veículo é utilizado para deslocamentos ao trabalho, transporte de mercadorias, acesso a escolas e obtenção de atendimento médico. A ONU destaca que a bicicleta permanece entre os principais instrumentos de mobilidade para parcelas da população que não possuem acesso a automóveis ou sistemas de transporte coletivo.


O tema foi abordado pelo fotógrafo Daniel Rodrigues, que em 2023 realizou uma travessia de bicicleta elétrica pelo continente africano. O percurso percorreu mais de 6 mil quilômetros entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, e Nairobi, no Quênia.


Em entrevista à ONU News, Rodrigues relatou sua relação com a bicicleta antes da viagem. “Como qualquer criança da década de 1980, eu cresci a andar de bicicleta”, afirmou. Ele acrescentou que, antes da expedição africana, jamais havia percorrido uma distância superior a 20 quilômetros pedalando.


Ao longo do trajeto, o fotógrafo observou a presença da bicicleta em atividades ligadas ao abastecimento de água, ao transporte de pessoas e à circulação cotidiana em diferentes países africanos. Segundo ele, comunidades da Zâmbia, do Quênia e da Tanzânia utilizam bicicletas para transportar recipientes de água potável e realizar deslocamentos diários.


Rodrigues também descreveu formas de transporte observadas durante a viagem. “À semelhança do que acontece no Brasil, com o mototáxi, na Zâmbia, por exemplo, as mulheres são frequentemente transportadas em bancos almofadados colocados atrás do selim, numa espécie de ‘bike-táxi’”, declarou à ONU News.


Durante a travessia, o fotógrafo afirmou que a bicicleta alterou sua relação com as comunidades encontradas pelo caminho. “Permitiu um contacto mais direto e genuíno com as pessoas. Crianças corriam ao meu lado e algumas pessoas acompanhavam-me durante quilómetros nas suas bicicletas. De carro, essa experiência seria impensável”, relatou.


A ONU afirma que a bicicleta constitui um meio de transporte simples e acessível e que sua integração aos sistemas de mobilidade contribui para ampliar o acesso a oportunidades econômicas e serviços públicos. A organização também associa a expansão do uso da bicicleta à redução das emissões ligadas ao transporte e às metas internacionais relacionadas às mudanças climáticas.


Segundo a ONU News, a bicicleta permanece como instrumento de deslocamento para milhões de pessoas em regiões onde o acesso à infraestrutura de transporte permanece limitado, desempenhando papel direto no acesso ao trabalho, à educação, à saúde e a outros serviços essenciais em diferentes partes do mundo.

Fonte: ONU News, 3 de junho de 2026.

 
 

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