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O Irã declara o fim das operações e adverte Israel sobre uma resposta mais dura

As Forças Armadas do Irã anunciaram em 8 de junho de 2026 o encerramento de suas operações militares contra Israel após ataques realizados em resposta às ações israelenses no Líbano. O anúncio foi feito pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que declarou ter imposto uma "resposta dolorosa" ao governo israelense. Teerã afirmou que novas agressões contra o território libanês poderão provocar ações militares de maior escala.


©TASNIM
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Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya informou que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã concluíram a operação lançada após ataques israelenses contra o sul do Líbano e a região de Dahiya, nos arredores de Beirute. O comando militar iraniano declarou que a ação constituiu uma resposta às operações conduzidas por Israel contra território libanês e atribuiu aos Estados Unidos responsabilidade pelo apoio político e militar oferecido ao governo israelense.


Segundo o comunicado, a operação teve como objetivo responder aos ataques realizados por Israel contra o Líbano após sucessivos episódios registrados mesmo após a entrada em vigor de um acordo de cessar-fogo. O texto afirma que a ação iraniana deveria servir de advertência para Israel e para seus aliados.


“Em consequência, anuncia-se o cessar das operações das Forças Armadas. No entanto, enfatiza-se que, se continuarem as agressões e atos hostis, especialmente no sul do Líbano, serão adotadas medidas muito mais severas e esmagadoras do que as anteriores”, declarou o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.

O comunicado acrescenta que qualquer continuação das operações militares israelenses contra o Líbano poderá provocar uma nova resposta iraniana. O comando militar indicou que futuras ações não se limitarão ao padrão empregado na operação encerrada nesta segunda-feira.


Entre o domingo, 7 de junho, e a segunda-feira, 8 de junho, forças iranianas lançaram múltiplos ataques com mísseis contra alvos localizados nos territórios ocupados por Israel. Segundo autoridades iranianas, a operação foi executada em resposta aos bombardeios israelenses realizados em território libanês e classificados por Teerã como violações do cessar-fogo existente.


Após o lançamento dos mísseis, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya divulgou nova advertência informando que Israel poderá enfrentar “golpes esmagadores e lamentáveis” caso mantenha operações militares contra o Líbano.


As ações militares ocorreram em meio à deterioração da situação regional após meses de confrontos envolvendo Israel, forças libanesas e atores regionais aliados do chamado Eixo da Resistência. O governo iraniano sustenta que os ataques israelenses ao Líbano romperam compromissos assumidos em negociações anteriores e alteraram as condições estabelecidas para a manutenção do cessar-fogo.


Teerã também afirmou que a preservação do cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o território libanês, integra o acordo firmado em abril de 2026 entre Irã e Estados Unidos após a ofensiva militar conduzida por forças estadunidenses e israelenses contra o território iraniano. As autoridades iranianas declararam que qualquer ruptura desse entendimento será atribuída aos governos que apoiam ou executam ações militares contra países da região.


O tenente-coronel Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas iranianas, participou da divulgação das posições oficiais relacionadas ao encerramento da operação militar anunciada em 8 de junho de 2026.


As informações foram divulgadas pela HispanTV em reportagem publicada em 8 de junho de 2026.

 
 

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