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O que se sabe sobre o bombardeio que atingiu o complexo do líder iraniano Ali Khamenei?

As primeiras explosões foram registradas pouco depois das 9h30 no horário local (6h GMT), segundo a mídia iraniana, que relatou detonações na Praça Jomhouri e na Praça Hassan Abad, em Teerã. Houve também registros em Karaj, nas proximidades da capital, além de Isfahan, Qom e Kermanshah. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram moradores correndo em meio a gritos e choro, enquanto colunas de fumaça se erguiam sobre áreas urbanas densamente povoadas.


Aiatolá Ali Khamenei I ARQUIVO
Aiatolá Ali Khamenei I ARQUIVO

Imagens verificadas pela BBC indicaram explosões a menos de um quilômetro da Casa da Liderança, o complexo do Líder iraniano, Ali Khamenei, que concentra o centro do poder político e religioso iraniano. Fotografias de satélite divulgadas pela Airbus DS em 2026 mostraram edifícios enegrecidos, destroços espalhados e uma espessa coluna de fumaça sobre o local, sugerindo danos significativos. Não há confirmação oficial sobre a presença de Khamenei no momento do ataque; à NBC News, Seyed Abbas Araghchi afirmou que o líder estava vivo “pelo que sei”.


A ofensiva ocorreu após semanas de declarações públicas de Donald Trump ameaçando ordenar ação militar caso o Irã não aceitasse um novo acordo sobre seu programa nuclear. As negociações haviam avançado em Genebra, na Suíça, e estavam previstas novas discussões técnicas em Viena na próxima semana. A decisão de bombardear o território iraniano, no entanto, rompeu qualquer expectativa de continuidade diplomática imediata.


Ao anunciar as operações, Trump afirmou que buscava mudança de "regime", associando explicitamente a ofensiva militar a objetivos políticos internos do Irã. A retórica, reiterada em pronunciamentos oficiais, evidencia a continuidade de uma estratégia de pressão máxima que combina sanções econômicas, isolamento diplomático e agora ação armada direta.


A resposta iraniana incluiu o lançamento de mísseis contra Israel e contra instalações em Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos — países que abrigam bases militares estadunidenses estratégicas para a projeção de poder no Golfo. O alcance regional da retaliação amplia o risco de um confronto generalizado, envolvendo múltiplos Estados e colocando populações civis sob ameaça imediata.



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