'PAX' AMERICANA: ATUALIZAÇÕES SOBRE A GUERRA DOS EUA contra o Irã - Comandante do IRGC afirma que retaliações continuarão “sem interrupção”
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- 28 de fev.
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ATUALIZADO EM: 28 DE FEVEREIRO ÀS 12:46 O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, afirmou neste sábado (28), às 14h07, que os ataques retaliatórios do Irã continuarão “sem interrupção”. Segundo o oficial, mísseis iranianos já atingiram “todos os territórios ocupados” por Israel e bases militares estadunidenses na Ásia Ocidental. Abdollahi classificou a ação como resposta à “flagrante agressão” de Washington e Tel Aviv.
“Como já havíamos declarado, em represália à flagrante agressão dos EUA e do regime sionista contra o Irã islâmico, todos os territórios ocupados, além das bases criminosas dos EUA em toda a região, foram atingidos pelos ataques devastadores de mísseis iranianos”, declarou Abdollahi. Em seguida, acrescentou: “Esta operação continuará sem interrupção até a completa derrota do inimigo”.

O comandante afirmou ainda que “todas as instalações militares, recursos e interesses dos EUA em toda a Ásia Ocidental são alvos legítimos das Forças Armadas Iranianas”. Abdollahi também dirigiu-se à população iraniana, pedindo calma e assegurando que as Forças Armadas agirão “de forma decisiva e enérgica” na defesa do país e de seus interesses nacionais. O pronunciamento ocorreu após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciar o lançamento de ataques massivos com drones e mísseis contra alvos estratégicos nos territórios ocupados por Israel.
Além dos ataques contra Israel, diversas bases militares estadunidenses no Bahrein e no Catar foram atingidas, segundo comunicados iranianos divulgados ao longo do sábado. A sequência de ofensivas e contraofensivas consolida um cenário de confronto direto entre Teerã e Washington, com repercussões imediatas para a segurança regional e para o tráfego estratégico no Golfo.
ATUALIZADO EM: 28 DE FEVEREIRO ÀS 12:30
A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou neste sábado (28) ter lançado uma saraivada de mísseis contra um navio de apoio marítimo da Marinha estadunidense no Golfo Pérsico. Segundo comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB às 14h56 (horário local), o alvo foi a plataforma móvel identificada como MST-2301, conhecida como MST-2. A ação foi apresentada por Teerã como resposta direta à ofensiva militar conjunta conduzida por Estados Unidos e Israel na madrugada do mesmo dia. O ataque ocorre em meio à escalada iniciada após bombardeios contra diversas cidades iranianas, incluindo a capital, Teerã. A ofensiva amplia o confronto regional e expõe a presença militar estadunidense no Golfo a retaliações diretas.

ATUALIZADO EM: 28 DE FEVEREIRO ÀS 10: 15
O bombardeio atingiu a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab, onde dezenas de meninas estavam matriculadas, e autoridades provinciais relataram que 57 alunas morreram e pelo menos 45 ficaram feridas após a explosão, conforme divulgado pela IRNA.
O número de vítimas provocou protestos públicos em várias cidades iranianas e revolta generalizada contra a operação militar coordenada por Estados Unidos e Israel. Testemunhas descreveram cenas de caos e dor nos arredores da escola, onde familiares tentavam localizar parentes entre os destroços.
A prefeitura de Minab declarou que os serviços de emergência continuam trabalhando sob condições difíceis para retirar sobreviventes e socorrer os feridos.

ATUALIZADO EM: 28 DE FEVEREIRO ÀS 09:46
Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado (28) uma operação militar conjunta de larga escala contra alvos no Irã, batizada de "Operação Epic Fury" . O ataque, planejado ao longo de meses em estreita coordenação entre os dois países, teve como alvos principais instalações militares e lideranças iranianas, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Massoud Pezeshkian .
Em pronunciamento em sua rede Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o início das operações:
"Há poucos instantes, as forças armadas dos Estados Unidos iniciaram operações de combate massivas no Irã. Nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano" .
Trump afirmou que a ação busca "destruir os mísseis iranianos, arrasar sua indústria de mísseis e aniquilar sua marinha", além de impedir que o país obtenha armas nucleares. Em mensagem direcionada à população iraniana, o presidente declarou: "A hora da sua liberdade chegou. Quando terminarmos, tomem conta do seu governo" .
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, endossou o discurso, afirmando que a operação criará condições para que "o corajoso povo iraniano tome seu destino nas próprias mãos" .

A retaliação iraniana
Em resposta aos ataques, o Irã lançou uma onda sem precedentes de mísseis e drones contra Israel e alvos dos EUA em toda a região do Golfo. A Guarda Revolucionária Iraniana anunciou que atingiu:
O Quartel-General da Quinta Frota dos EUA no Bahrein
A Base Aérea Al-Udeid, no Catar – a maior instalação militar americana na região
A Base Aérea Al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos
A Base Aérea Al-Salem, no Kuwait
Explosões foram ouvidas em Doha, Abu Dhabi, Dubai, Kuwait e em território israelense, com sistemas de defesa aérea sendo acionados em múltiplos países . O Catar confirmou ter interceptado mísseis iranianos usando o sistema Patriot.
As primeiras vítimas
A escalada já deixou mortos:
Mais de 40 (números ainda sendo contabilizados) estudantes morreram em uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do Irã, atingida por ataques aéreos dos EUA e Israel, segundo a agência estatal IRNA.
Um civil de nacionalidade asiática morreu em Abu Dhabi após a queda de estilhaços de um míssil iraniano interceptado sobre uma área residencial.
Em Israel, um homem ficou ferido e um apartamento foi atingido diretamente na região norte do país .
Reações e impactos regionais
A comunidade internacional reagiu com preocupação à escalada:
União Europeia: A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, classificou os acontecimentos como "perigosos" e pediu proteção a civis.
Malásia: O primeiro-ministro Anwar Ibrahim afirmou que os ataques "levam o Oriente Médio à beira da catástrofe" .
Suíça: Manifestou "profunda preocupação" e pediu "máxima contenção" .
Espanha: O ministro das Relações Exteriores declarou que "violência só traz caos" e pediu diálogo.
Austrália: O primeiro-ministro Anthony Albanese declarou apoio à ação dos EUA para "impedir que o Irã obtenha armas nucleares" .
Países da região adotaram medidas de emergência:
Vários países, incluindo Iraque, Jordânia, Síria, Líbano, Emirados Árabes, Catar e Kuwait, fecharam total ou parcialmente seus espaços aéreos .
Companhias aéreas como Qatar Airways, Emirates, Turkish Airlines, Air India e Wizz Air suspenderam ou cancelaram voos para a região .
Embaixadas dos EUA em Israel, Emirados, Bahrein, Kuwait, Catar e Jordânia emitiram ordens para que funcionários e cidadãos americanos busquem abrigo .
O que esperar
Autoridades americanas indicaram que os ataques devem se estender por vários dias, com fontes descrevendo a operação como planejada para durar ao menos quatro dias de ofensiva intensa.
O Irã, por sua vez, emitiu um alerta contundente:
"Avisamos vocês. Agora vocês começaram um caminho cujo fim não está mais em suas mãos", declarou Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano.
Analistas alertam para o risco de uma guerra regional ampliada, com potenciais impactos nos preços globais de energia, já que cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz .
A reportagem continua em atualização.

































