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Pentágono retira tropas de Los Angeles após repressão a protestos migratórios

Atualizado: 24 de jul. de 2025

O Pentágono anunciou a retirada de 700 fuzileiros navais enviados a Los Angeles para reprimir protestos contra batidas migratórias. A ação, ordenada por Trump em junho, gerou críticas do governador Gavin Newsom e da prefeita Karen Bass, que classificou a presença militar como “desnecessária”.


Oficiais do LAPD detêm um manifestante perto do Centro de Detenção de Los Angeles durante um protesto contra varreduras federais de imigração, em 8 de junho de 2025. REUTERS I Barbara Davidson
Oficiais do LAPD detêm um manifestante perto do Centro de Detenção de Los Angeles durante um protesto contra varreduras federais de imigração, em 8 de junho de 2025. REUTERS I Barbara Davidson

Segundo o Pentágono, os fuzileiros foram essenciais para “restaurar a ordem” frente ao que chamaram de “anarquia”. A resposta, porém, foi duramente criticada por ativistas e políticos democratas que denunciaram o uso de força contra uma população civil já vulnerável.


A retirada dos marines segue a desmobilização anterior de 2 mil membros da Guarda Nacional, reduzindo pela metade a presença militar na cidade. Karen Bass celebrou a saída como “mais uma vitória” para Los Angeles.


Los Angeles, em 8 de junho. REUTERS I Mike Blake
Los Angeles, em 8 de junho. REUTERS I Mike Blake

A repressão ocorre em meio à ofensiva de Trump contra cidades-santuário como LA, que se recusam a colaborar com deportações. Desde que reassumiu o poder, o republicano tem usado medidas de força para intimidar governos locais que protegem imigrantes.


A militarização de áreas urbanas reacendeu debates sobre autoritarismo, xenofobia e o uso das Forças Armadas como instrumento político. Los Angeles, símbolo de resistência migrante, segue no centro do confronto entre o federalismo e os direitos humanos.




 
 

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