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LINHA PRIMEIRA

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Pesquisa mostra apoio ao Likud de Netanyahu em nível mais baixo em um ano

O partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, registrou seu pior desempenho em pesquisas eleitorais desde agosto de 2025. Levantamento divulgado em 12 de junho pelo Instituto de Pesquisa Lazar para o jornal Maariv indica queda da legenda em um cenário marcado pelo genocídio contra a população palestina em Gaza, disputas internas e impasses na formação de futuras coalizões. Os números também mostram que dois dos principais adversários de Netanyahu superam o atual chefe de governo em confrontos diretos pela liderança do Estado israelense.


Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel

A pesquisa aponta que o Likud conquistaria 22 assentos no Knesset caso as eleições fossem realizadas agora. O resultado representa perda de três cadeiras em relação ao levantamento anterior e constitui o menor nível de apoio eleitoral ao partido em quase um ano.


A queda ocorre enquanto o governo enfrenta disputas sobre a manutenção das isenções do serviço militar concedidas a judeus ultraortodoxos. O tema provocou divergências dentro da base governista e ampliou tensões entre partidos que sustentam a coalizão liderada por Netanyahu.


O levantamento também foi divulgado após novas especulações sobre o futuro político do primeiro-ministro. As discussões ganharam força depois de declarações do presidente estadunidense Donald Trump relacionadas ao cenário político israelense, alimentando debates sobre a continuidade da liderança de Netanyahu em meio à crise política e militar que se prolonga desde o início do genocídio em Gaza.

Os dados do Instituto Lazar mostram crescimento do apoio a Gadi Eisenkot, ex-chefe militar israelense. Seu partido, Yashar, alcançou projeção de 20 assentos no Parlamento. Ao mesmo tempo, o partido Juntos, liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, aparece com 21 cadeiras projetadas, apesar de registrar recuo em comparação com levantamentos anteriores.


Nas simulações de disputa direta para a chefia do governo, tanto Eisenkot quanto Bennett aparecem à frente de Netanyahu. Eisenkot obteve 44% das preferências contra 40% atribuídos ao atual primeiro-ministro. Bennett registrou 43%, enquanto Netanyahu alcançou 39%.


Mesmo com a perda de apoio ao Likud, a pesquisa indica que o sistema político israelense continua sem uma maioria parlamentar definida. Os partidos alinhados a Netanyahu somariam 50 assentos no Knesset, número abaixo dos 61 necessários para controlar a maioria da casa legislativa.


Os partidos da oposição judaica alcançariam 60 cadeiras segundo o levantamento. Os partidos árabes conquistariam outras 10. A distribuição mantém o cenário de bloqueio político que marca sucessivos ciclos eleitorais israelenses nos últimos anos.


A dificuldade para a formação de um novo governo não se limita à perda de apoio ao Likud. Embora os partidos de oposição apareçam com números superiores aos da coalizão governista, as principais legendas da oposição judaica continuam rejeitando a possibilidade de construir uma aliança parlamentar sustentada por partidos árabes.


Esse posicionamento reduz as alternativas para a composição de uma maioria estável no Knesset e mantém indefinido o caminho para a formação de um futuro governo, independentemente do resultado eleitoral.


A atual legislatura israelense deverá encerrar seu mandato em outubro de 2026. As próximas eleições estão previstas para ocorrer entre setembro e outubro, período que poderá redefinir a correlação de forças dentro do Parlamento.


Os resultados divulgados pelo Instituto Lazar para o Maariv indicam que Netanyahu entra no período pré-eleitoral enfrentando o menor nível de apoio ao Likud desde agosto de 2025, enquanto Eisenkot e Bennett ampliam espaço na disputa pelo comando do governo israelense.

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