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Pressão pelo fim da escala 6×1 chega ao Senado e coloca parlamentares contra a parede

O Congresso Nacional inicia a semana sob pressão pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1. A cobrança concentra-se sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que deve indicar nos próximos dias qual será o encaminhamento da proposta. O debate ocorre em meio à mobilização de trabalhadores, sindicatos e campanhas nas redes sociais em defesa da medida.


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A PEC que prevê o fim da escala 6×1 tornou-se um dos principais temas da agenda legislativa após declarações de Davi Alcolumbre sobre a necessidade de discutir o texto com representantes do empresariado antes de qualquer avanço no Senado. O presidente da Casa também indicou a possibilidade de submeter a proposta à análise de outra comissão além da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), medida interpretada por parlamentares e movimentos favoráveis à mudança como mecanismo para prolongar a tramitação.


As críticas dirigidas à direção do Senado foram ampliadas após reuniões entre Alcolumbre e representantes empresariais. Setores favoráveis à redução da jornada argumentam que a proposta já reúne respaldo social e reivindicam a abertura imediata do debate legislativo sobre as condições de trabalho da população assalariada.


A mobilização digital em torno da PEC passou a produzir efeitos entre parlamentares. Senadores relataram aumento das cobranças em redes sociais, sobretudo aqueles que pretendem disputar a reeleição ou concorrer aos governos estaduais em 2026. Um dos desdobramentos desse cenário foi a retirada da assinatura do senador Cleitinho da proposta apresentada pela oposição.


Na Câmara dos Deputados, a principal atividade da terça-feira (9) será a audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação sobre a destinação dos recursos do Bolsa Família. O programa, responsável por retirar milhões de brasileiros da extrema pobreza e reduzir a insegurança alimentar, será discutido sob a perspectiva de seus impactos financeiros e orçamentários.


Também na terça-feira, uma comissão externa da Câmara realizará debates sobre medidas de combate à pirataria, ao contrabando e ao crime organizado. Os parlamentares discutirão mecanismos de fiscalização e ações estatais voltadas ao enfrentamento de atividades ilegais que afetam a arrecadação pública e alimentam estruturas criminosas.


A agenda da quarta-feira (10) será dedicada a temas relacionados a direitos sociais e proteção de grupos vulnerabilizados. A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa promoverá audiência pública sobre o Junho Violeta, campanha voltada ao enfrentamento da violência contra idosos.


No mesmo dia, a Comissão de Cultura discutirá a elaboração do Plano Nacional de Cultura dos Povos Indígenas. A iniciativa busca estabelecer diretrizes para o reconhecimento das expressões culturais dos povos originários e para a formulação de políticas públicas voltadas à preservação de seus patrimônios materiais e imateriais.


Ainda na quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial realizará audiência sobre a intolerância direcionada a povos e comunidades de matriz africana. O debate ocorre em meio ao registro contínuo de casos de racismo religioso e às reivindicações de organizações sociais por medidas de proteção aos terreiros e às tradições afro-brasileiras.


Na quinta-feira (11), uma audiência conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Legislação Participativa discutirá as condições de trabalho de ambulantes e artesãos da cidade de São Paulo. Trabalhadores do setor devem relatar questões relacionadas à informalidade, à fiscalização das atividades econômicas e ao acesso a direitos sociais e trabalhistas.


No Senado Federal, a programação da semana inclui sessões especiais em homenagem aos 80 anos da Comissão Fulbright no Brasil e ao Dia Mundial dos Oceanos. Paralelamente, parlamentares concentram esforços para destravar votações classificadas pela Mesa Diretora como prioritárias.


Também prosseguem as negociações em torno de projetos relacionados aos pisos salariais de categorias da saúde. Profissionais do setor defendem a aprovação das medidas e reivindicam valorização salarial diante do aumento do custo de vida e das condições enfrentadas nos serviços de atendimento à população.

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