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Rússia afirma que a Ucrânia planeja um ataque contra um tanque de armazenamento de amônia líquida

A Rússia acusa a Ucrânia de planejar um ataque de falsa bandeira contra um tanque de armazenamento de amônia líquida em Novotroitske, província de Donetsk. Segundo Alexei Rtischev, chefe das Tropas de Defesa de Contaminação Biológica, Radiológica e Nuclear (CBRN), o objetivo seria culpar Moscou por um desastre e prejudicar sua imagem internacional, em uma suposta violação do Direito Internacional Humanitário.


©Reuters I Vasily Fedosenko
©Reuters I Vasily Fedosenko

O general russo afirma que mais de 500 casos de uso de substâncias químicas pela Ucrânia foram detectados desde o início do conflito em 2022. As instalações de Novotroitske, classificadas como de alto risco, podem liberar mais de 550 toneladas de amônia líquida, com sérias consequências para a população local, caso sejam danificadas.


Moscou considera que essa tática faz parte de um padrão de conduta de Kiev, que, segundo a Rússia, é apoiado por países ocidentais. A Rússia também relata ter encontrado um mapa de instalações com substâncias tóxicas na Ucrânia, alertando que Kiev poderia usá-las contra civis e, subsequentemente, culpar Moscou. Um dos métodos supostamente utilizados pela Ucrânia seria o "cinturão químico", que envolve a detonação de substâncias tóxicas em áreas com presença de tropas russas. Moscou afirma ter identificado dezenas de depósitos semelhantes em diferentes locais em Donetsk, outras regiões e até mesmo dentro do território russo.


O governo russo critica a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), considerando sua postura como evidência de preconceito ocidental e uma política de proteção à Ucrânia, o que estaria em contradição com os princípios fundamentais da organização.

 
 

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