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Sádico: Netanyahu obriga transmissão de seu discurso da ONU para população em Gaza

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, determinou que seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas fosse transmitido por alto-falantes nas ruas da Faixa de Gaza, em frente às residências dos palestinos. A medida, considerada incomum e provocativa por analistas e militares, visou veicular diretamente a posição de Netanyahu sobre o reconhecimento do Estado da Palestina e sua rejeição a países que apoiam a causa palestina, gerando debates sobre a eficácia e os riscos da iniciativa.



O gabinete de Netanyahu emitiu uma ordem ao exército israelense para instalar sistemas de alto-falantes próximos à cerca da fronteira e em caminhões estacionados nas ruas de Gaza, permitindo que os moradores da região ouvissem o discurso do premiê durante a sessão da Assembleia Geral da ONU. A iniciativa foi descrita por fontes do exército como uma forma de “guerra psicológica”, embora houvesse divergências internas quanto à sua pertinência e segurança.


Segundo a mídia israelense, oficiais militares seniores consideraram a ação uma “ideia maluca provocativa”, questionando seu real impacto estratégico e alertando para possíveis repercussões negativas. Apesar das críticas, o governo implementou a medida, transmitindo diretamente a mensagem de Netanyahu à população de Gaza.


No discurso, Netanyahu condenou países que reconheceram o Estado da Palestina e criticou líderes internacionais que, segundo ele, “em vez de condenar os assassinos, querem dar-lhes um Estado no coração da Terra de Israel”. O premiê enfatizou que a criação de um Estado palestino não seria aceita por Israel, reforçando sua postura de firme oposição a qualquer reconhecimento internacional da Palestina.


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