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Zema intensifica ataques ao STF

A pré-campanha presidencial de Romeu Zema (Novo) decidiu ampliar os ataques ao Supremo Tribunal Federal e transformar o embate com ministros da Corte em eixo central da estratégia eleitoral. A ofensiva política mira especialmente o ministro Gilmar Mendes, cuja reação recente passou a ser explorada pelo entorno do ex-governador como elemento de mobilização. O movimento ocorre em meio à abertura de nova frente de tensão institucional após decisões ligadas ao inquérito das fake news. A estratégia também busca consolidar Zema como principal voz crítica ao Judiciário dentro do campo da direita. A avaliação interna da campanha é de que o confronto direto pode gerar ganhos políticos.


Romeu Zema | ARQUIVO
Romeu Zema | ARQUIVO

Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, divulgadas em 24 de abril de 2026, a equipe de Zema pretende intensificar críticas ao STF e ampliar a exposição de ministros, a quem o ex-governador já se refere como “intocáveis”. A escalada ocorre após o ministro Gilmar Mendes solicitar à Procuradoria-Geral da República a inclusão de Zema no inquérito das fake news, medida que aprofundou o atrito entre o pré-candidato e o Supremo Tribunal Federal.


O embate se agravou depois da circulação de vídeos em que Zema acusa supostos acordos entre ministros do STF, o presidente Lula e integrantes do Congresso Nacional, no contexto do chamado caso Master. A reação de Gilmar Mendes, ao encaminhar o pedido à PGR, foi interpretada por aliados do pré-candidato como um fator de fortalecimento político, reforçando a narrativa de enfrentamento entre Executivo, Legislativo e Judiciário.


No entorno de Zema, a leitura predominante é de que a reação do ministro do STF reforça o perfil “antissistema” que a campanha busca consolidar. A possibilidade de inclusão no inquérito das fake news é tratada por aliados como um elemento capaz de ampliar o discurso de que o Judiciário atua como ator político direto no cenário nacional, deslocando sua função institucional tradicional para o campo da disputa política.


A estratégia também se insere na disputa por liderança dentro da direita brasileira, com Zema tentando se posicionar como principal crítico do STF em relação a nomes como Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD). A campanha tem mantido e ampliado a produção de conteúdos críticos aos ministros da Corte, com foco em redes sociais e comunicação digital como instrumentos centrais da pré-campanha.


Aliados do ex-governador avaliam como improvável a adoção de medidas judiciais mais duras contra ele, como remoção de conteúdos ou operações de busca e apreensão, sob a justificativa de que tais ações poderiam gerar questionamentos institucionais e impactos sobre a percepção de estabilidade democrática. O discurso de confronto foi reforçado em eventos públicos recentes, incluindo o lançamento da pré-candidatura de Kiko Caputo ao governo do Distrito Federal, ocasião em que integrantes do Partido Novo ampliaram críticas ao Supremo Tribunal Federal diante da presença de Zema.

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