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Ataque com drones atinge Porto Sudão e rompe última zona de aparente segurança

Atualizado: 5 de mai. de 2025

Em mais um capítulo da guerra civil que devasta o Sudão desde 2023, a cidade de Porto Sudão, até então considerada reduto seguro e sede provisória do governo, foi alvo do primeiro ataque com drones lançado pelas Forças de Apoio Rápido (RSF). O bombardeio atingiu a Base Aérea de Osman Digna, um depósito de munição e instalações civis nas proximidades do aeroporto, segundo informações divulgadas pelo Exército Sudanês.



Soldados sudaneses das Forças de Apoio Rápido. © AP Photo - Hussein Malla. - arquivo
Soldados sudaneses das Forças de Apoio Rápido. © AP Photo - Hussein Malla. - arquivo


O ataque forçou o fechamento imediato do espaço aéreo da cidade. Um voo comercial vindo de Dubai teve de ser desviado para a Arábia Saudita em meio ao caos. Apesar dos danos estruturais reportados, nenhuma vítima foi confirmada até o momento.


A investida marca uma escalada tática significativa no conflito, com a guerra se aproximando de regiões que vinham abrigando deslocados internos e lideranças civis. Porto Sudão havia se tornado o centro administrativo de fato após a destruição parcial da capital Cartum, dominada em parte pelas RSF.


O uso de tecnologia de guerra remota, como drones, por grupos paramilitares aponta para o aprofundamento da militarização de facções irregulares no país, escancarando o fracasso das tentativas internacionais de mediação. O controle aéreo e o colapso dos corredores humanitários dificultam ainda mais o trabalho de ajuda às populações civis.


Com a comunidade internacional limitada a condenações formais e sem interferência efetiva, o Sudão continua a ser um teatro de guerra negligenciado, onde os civis pagam o preço mais alto enquanto grupos armados disputam o poder sobre os escombros de um Estado falido.

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