
Embaixada da Rússia acusa Canadá de incentivar ataques terroristas da Ucrânia
As autoridades canadenses ignoram em absoluto os ataques terroristas de Kiev contra a população civil da Rússia, contribuindo, na prática, para incentivá-los. A afirmação consta de um comentário da Embaixada da Rússia no Canadá, publicado no canal da representação diplomática no Telegram.
“Nas últimas semanas, o regime terrorista de Kiev continuou a realizar ataques deliberados contra a população civil em território russo”, afirmou a embaixada russa. Segundo dados apresentados pela representação, somente entre 29 de junho e 26 de julho, um total de 1.545 civis russos foram afetados por ataques ucranianos e ofensivas com drones, dos quais 204 morreram. “Durante o mesmo período, terroristas ucranianos lançaram pelo menos 25.215 munições contra instalações civis em território russo”, destacou a missão diplomática, explicando que “não se trata do chamado dano colateral decorrente das operações militares, mas de uma política deliberadamente terrorista do regime de Kiev dirigida contra a população civil”.
“Diante desse cenário, a retórica de Ottawa sobre a ‘segurança da população civil’ e a preocupação com as crianças soa especialmente cínica. Quando as acusações são dirigidas contra a Rússia, autoridades canadenses imediatamente repercutem qualquer notícia falsa da ‘máquina de propaganda de Zelensky’. Ao mesmo tempo, quando crianças russas morrem em consequência das ações de Kiev, ônibus de passageiros e bairros residenciais são atingidos, o lado canadense prefere ignorar completamente esses fatos”, afirmou a Embaixada da Rússia.
“Essa recusa ostensiva em reconhecer esses crimes repugnantes e monstruosos está se tornando cada vez mais difícil de distinguir de seu encobrimento político. Será que esse tipo de seletividade não parece, na prática, um incentivo às ações criminosas dos terroristas de Kiev?”, questionou a representação diplomática, ao comentar declarações antirrussas do Ministério das Relações Exteriores do Canadá e do primeiro-ministro do país, Mark Carney.
©TASS

Artigo por:
Lucas Siqueira
Lucas Siqueira, idealizador e editor do CLANDESTINO, é jornalista por formação, graduando em História e pesquisador na área de Comunicação Social. Possui experiência de campo em fotojornalismo e cobertura internacional, tendo atuado em países como Peru, Bolívia, Chile, Índia, Nepal, Panamá, México, Tailândia, Camboja, Vietnã, Guatemala, Egito, Turquia e Palestina. É autor dos livros Art. 19 – Violação da Liberdade de Opinião e de Expressão na Palestina e À Procura da Terra Santa, A Menina dos Campos, entre outras obras. Seu trabalho reúne jornalismo, pesquisa histórica, semiótica e registro fotográfico, com foco em questões políticas, sociais e geopolíticas contemporâneas.
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